Postagens populares

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Modelo cadeirante promove carro adaptado no salão de SP


Modelo cadeirante
A modelo Denise Ferreira no Salão do Automóvel de SP
Denise Ferreira, 29 anos, é mais uma modelo entre centenas que agregam beleza ao lado dos cerca de 500 modelos expostos no 27º salão do automóvel de São Paulo. No entanto, ela é uma das poucas que têm uma história com automóvel tão modificadora no seu cotidiano. Aos 18 anos, ela sofreu um acidente de carro com o namorado e perdeu os movimentos dos membros inferiores.
Onze anos depois, ela promove um veículo adaptado da Nissan no maior evento da indústria automotiva do Brasil. No entanto, a transformação do seu cotidiano após o acidente não foi tão fácil quanto a modificação de um carro. “Demorei dois anos até sair e me sentir segura. Com o tempo a gente vai se adaptando”, explicou.
Para chegar ao pavilhão de exposições no Anhembi, na zona norte da capital paulista, ela dirigiu um Chevrolet Corsa, que custou cerca de R$ 2 mil para ser modificado. Desde 2005, o trabalho como modelo em feiras e eventos, principalmente de sustentabilidade e voltados para deficientes, ajuda a complementar os ganhos com uma loja virtual de acessórios e bijuterias importadas.
“Com a lei de cotas (que exige um mínimo de pessoas com deficiência na folha de empresas), as empresas procuram mais e também valorizam, não apenas para cumprir a lei, mas porque percebem que a pessoa tem capacidade”, apontou Denise.
De fato, o trabalho no salão do automóvel não é mais fácil do que para as demais modelos. No segundo dia de evento (aberto apenas para a imprensa e convidados), Denise chegou ao local as 6h30 e tinha expectativa de sair apenas as 22h. O cachê também é igual, entre R$ 200 e R$ 500 por dia.
Fonte: Portal Terra

Investigador de Coimbra cria um ‘cérebro-computador’ para pessoas com limitações motoras graves


Gabriel Pires
Gabriel Pires com o interface que desenvolveu
Esta matéria foi extraída do site Ciência Hoje, Portugal.
Gabriel Pires, investigador do Instituto de Sistemas e Robótica, Universidade de Coimbra, criou um interface cérebro-computador para pessoas com limitações motoras graves, nomeadamente doentes com esclerose lateral amiotrófica (ELA), pessoas tetraplégicas e com paralisia cerebral.
O sistema foi validado clinicamente e obteve resultados positivos num grupo de portadores de ELA, seguido no Serviço de Neurologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, em utentes do Centro de Paralisia Cerebral de Coimbra, num tetraplégico e num doente de Duchenne.
Ao permitir uma comunicação baseada apenas em ondas cerebrais e estímulos visuais, o sistema desenvolvido por Gabriel Pires admite restaurar a comunicação, aumentar a mobilidade e o grau de independência dos doentes.
Trata-se de “uma ferramenta de assistência muito poderosa que, quando entrar no mercado, terá um forte impacto social porque permitirá às pessoas com deficiências motoras muito graves obter mais autonomia”, afirma o cientista. “Com a interface cérebro-computador poderão realizar tarefas quotidianas como conversar no Skype, conduzir uma cadeira de rodas, ligar luzes, acionar alarmes via telefone, ligar a televisão, etc.”, exemplifica.
O interface é composto por um conjunto de algoritmos de processamento de sinal e aprendizagem automática que, após a recolha de sinais cerebrais pelo método não invasivo de eletroencefalografia, descodifica os padrões cerebrais e selecciona letras de forma sequencial, permitindo escrever frases.
São algoritmos que se ajustam aos padrões neuronais das pessoas. Por exemplo, “o sistema consegue perceber se o utilizador, no momento, quer ou não efectuar uma dada tarefa. Por outro lado, com um simples fechar de olhos, o utilizador desliga o interface. Para ligar novamente, repete o movimento”, ilustra Gabriel Pires.
O sistema do jovem investigador foi desenvolvido ao longo dos últimos cinco anos e acaba de obter o segundo prémio no Fraunhofer Portugal Challenge, um concurso que distingue estudantes e investigadores das universidades portuguesas que apresentem ideias inovadoras e de utilidade prática, com potencial de mercado.

Ex-BBB Fernando Fernandes ignora deficiência e salta de paraquedas


Fernando Fernandes
Fernando Fernandes é o primeiro brasileiro com lesão medular a saltar de paraquedas sozinho. (Foto: Divulgação/AleSocci)









Com equipamentos diferenciados, salta da altura de quatro mil metros em queda livre e é o primeiro lesionado medular a aterrizar sozinho em solo.
Fernando Fernandes conquistou mais uma marca histórica. Após dois anos de preparação, pela primeira vez um lesionado medular encarou um salto de paraquedas e aterrizou sozinho em solo. Com ajuda de instrutores e equipamentos diferenciados, o atleta paralímpico, ex-participante do reality show Big Brother Brasil, encarou o desafio e pulou de uma altura de quatro mil metros.
- Isso soma na canoagem e na minha vida. Você aprende a controlar seus medos. Você tem que vencer o medo diariamente.
Vontade de viver não falta para Fernando. O mais difícil foi encontrar um instrutor que topasse o desafio. Por não ter o controle do corpo da cintura para baixo, o risco de algo dar errado na hora do salto assustou muita gente. Mas ele não desistiu e convenceu João Tambor. Com 25 anos de experiência em paraquedismo e mais de 14 mil saltos, o instrutor apoiou Fernando no novo desafio.
- Quando fiquei sabendo o que ele queria, fiquei muito contente de poder ajudar a concretizar esse sonho, esse projeto.
A parceria deu certo. Os treinos foram exaustivos. Diferente do salto duplo, no qual o instrutor está no comando e o aluno é apenas um passageiro, Fernando saltou em queda livre. Nessa modalidade, dois instrutores saltam junto com o aluno, mas apenas como guias. Na altura de 2 mil metros, eles soltam o aluno e o próprio aciona o paraquedas, faz a navegação e a aterrissagem sozinho.
- Ah, é uma mistura de tudo. É medo, com ansiedade, com vontade, com liberdade – afirmou Fernando.
Adaptações foram necessárias nos equipamentos. Fernando treinou em um tubo de vento durante meses. Simulações de queda livre se repetiram para que nada pudesse dar errado.
- Pensamos em estabilizar as duas pernas dele. Como ele não tem força na perna, então bloqueamos o joelho dele um pouquinho acima de 90 graus, para que quando ele estivesse em queda livre, a perna não ficasse solta – explicou o instrutor.
Mas deu errado. Na hora do salto, o atleta ficou com as costas virada para o chão. Um imprevisto que assustou a todos, mas que foi resolvido com a sabedoria dos professores. Eles tentaram virar o corpo de Fernando e colocar na posição correta durante a queda, mas não foi possível. A solução foi soltar o paraquedas para o atleta e aí permitir que ele completasse o salto sozinho.
- A gente estava caindo na posição invertida, ele estava caindo de costas. Cheguei perto dele e achei que ele estaria com aquela cara que o aluno de primeiro salto faz, com o olho saltando para fora dos óculos. Mas não, ele estava sorrindo – contou João Tambor.
A manobra final foi orientada por rádio. O passo a passo foi dado para que Fernando pousasse no lugar certo, sem mais complicações. E quando pisou no solo, a emoção tomou conta do atleta.
- É muita adrenalina, muita, muita, muita adrenalina – vibrou Fernando.
Já são seis desafios cumpridos pelo ex-BBB. Uma marca de superação e esforço. Fernando Fernandes pretende quebrar mais tabus e mostrar que com força de vontade, nada é impossível.
- É uma paz de espírito. Parece que é um momento meu com Deus. Não tem palavras para dizer o que é aquilo. Parece que você grita e ninguém te ouve.
Fonte: G1

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Telespectadores poderão interagir com o Teleton pelo Facebook e Twitter.



Nas redes sociais
O Teleton 2012 estará presente nas principais redes sociais, como Facebook (www.facebook.com/#!/TeletonOficial) e Twitter (twitter.com/TeletonOficial). A intenção é utilizar as interações geradas pelos telespectadores e internautas para estimular as doações e disseminar conteúdo sobre o evento.

Em 2011, o Teleton impactou mais de 42 milhões de perfis/postagens no Twitter e mais de 11 mil blogs citaram o programa. Foram criados 40 tópicos nas mensagens do Orkut e 600 vídeos relacionados foram postados no YouTube. Além disso, apenas no Facebook, 38 mil pessoas curtiram postagens sobre o Teleton.

Até agora, a página do Teleton no Twitter apresenta 1.650 tweets e 49.380 seguidores que acreditam no trabalho da AACD. No Facebook, 68.645 mil pessoas já curtiram a página do Teleton e 8.339 perfis estão comentando o assunto com seus amigos.

"Contamos, e muito, com a ajuda das redes sociais para o sucesso do Teleton 2012. O movimento nas redes vai nos ajudar a atingir os R$ 25 milhões, que é nossa meta de arrecadação deste ano", destaca Regina Helena Scripilliti Velloso, presidente voluntária do Conselho de Administração da AACD.

Para doar:
            0500 12345 05       para doar R$ 5,00
            0500 12345 10       para doar R$ 10,00
            0500 12345 15       para doar R$ 15,00
            0800 775 2012       ou acesse www.teleton.org.br para doar outros valores

Teleton 2012
Dias 09 (sexta-feira) e 10 (sábado) de novembro a partir das 22h30
Horário: A partir das 22h30 até o início da madrugada do dia 11.
Local: Estúdio 1 do SBT (Av. das Comunicações, 04 - Vila Jaraguá, Osasco/ SP)

Fonte: FSB Comunicações

Jubileu de Ouro Casa de David e a OAB/SP lançam cartilha em prol das pessoas com deficiência.



Jubileu de Ouro
A instituição paulistana Casa de David comemora em 2012 seu aniversário de 50 anos e em comemoração lança uma Cartilha explicativa sobre os direitos da pessoa com deficiência, produzida em parceria com a OAB-SP.

Ao longo dos seus 50 anos a instituição cuidou e abrigou milhares de pessoas com deficiência intelectual, física, visual, auditiva, múltipla e pessoas com autismo. Atualmente a Casa de David abriga 330 pessoas, em sua maioria carente, abandonada ou vinda de famílias desestruturadas para lidar com a deficiência. E no primeiro semestre de 2013 inaugurará uma nova unidade de atendimento na cidade de Atibaia, exclusiva para pessoas com autismo. Com a cartilha, a instituição deseja levar mais informação e conhecimento à sociedade, alcançando principalmente aos que desconhecem seus direitos como cidadãos, evitando até possíveis abandonos.

A instituição também contou com o apoio da Animar Estúdios para ilustrar a cartilha com personagens inspirados nos assistidos e de organizações para custear a impressão. A tiragem inicial é de 10 mil exemplares e terá distribuição em escolas, igrejas e comércios.. A versão digital está disponível no site da instituição e no site da OAB.

Sobre a Casa de David
Com 50 anos a Casa de David, instituição paulistana sem fins lucrativos, é uma das pioneiras em abrigar e cuidar de crianças, jovens, adultos e idosos com deficiências intelectuais, físicas e com autismo. O número atual é de 330 assistidos em sua maioria carentes e abandonados por seus familiares. Localizada às margens da Rodovia Fernão Dias sempre priorizou o carinho e o tratamento digno à pessoa com deficiência.

Todos os assistidos residem na instituição e são tratados 24h x 365 dias por ano por enfermeiros, médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, educadores físicos, entre outros profissionais que totalizam o número de 500 colaboradores subdivididos em 4 turnos para trabalhar em uma completa estrutura de atendimento. A instituição é formada por diversas unidades distribuídas em uma área de 38.000m², como Centro de Reabilitação (com salas de atendimentos técnicos e artesanais), Centro de Reabilitação Aquática (com piscina aquecida), Unidade de Assistência Médica, dormitórios, refeitórios, fábrica de fraldas geriátricas e lavanderia industrial (para seu próprio uso), auditório e edificações administrativas.

Para o primeiro semestre de 2013 Casa de David pretende inaugurar uma nova unidade em construção na cidade de Atibaia, denominada Centro Nacional de Estudo e Atendimento à pessoa com Autismo. Assim, passará a atender com proficiência mais 90 pessoas, sendo referência no estudo desta síndrome, que apesar de pouco conhecida atinge cerca de 3 milhões de pessoas só no Brasil. O modelo assistencial é pioneiro no país, pois os pacientes serão instalados em residências terapêuticas e atendidos por equipe multidisciplinar especializada. O projeto estrutural monitorado por engenheiros e arquitetos voluntários, ainda contempla a construção de piscinas terapêuticas, quadra poliesportiva e anfiteatro. A unidade visa além do atendimento de excelência a essa síndrome, a constituição de um conselho cientifico para estudar e pesquisar mais sobre o autismo, com a intenção de buscar novas referências e experiências para o atendimento, troca de informações com outros países, ministrar palestras, simpósios e Workshops.

A Casa de David é uma instituição filantrópicas sem fins lucrativos que sobrevive principalmente de parcerias e doações de pessoas físicas e jurídicas e a unidade 1 está localizada em São Paulo na Rodovia Fernão Dias, Km 82 (sentido Belo Horizonte- MG). Telefone             (11) 2453-6600       e site www.casadedavid.org.br. A Unidade II (Centro de Referência Nacional ao Estudo e Atendimento à Pessoa com Autismo) está localizada na Estrada Municipal Juca Sanches, 1000 - Atibaia/SP.

Fonte: Casa de David

Inacessível Jovem com deficiência auditiva é indenizada por falta de filme legendado em cinema.



Cinema condenado não disponibilizava sessão com edição legendada do filme
Foto: Reprodução Internet
Inacessível
Minas Gerais - Uma jovem com deficiência auditiva deve receber indenização da empresa de cinemas Cineart Multiplex, no valor de R$ 10 mil, por danos morais. A garota, de identidade não revelada, pretendia comemorar o aniversário de namoro indo ao cinema no Shopping Cidade, em Belo Horizonte. Entretanto, ela não encontrou nenhum filme legendado em cartaz. O juiz de direito, Fabrício Simão da Cunha Araújo, do Juizado Especial das Relações de Consumo, argumentou que é dever das empresas disponibilizar, ainda que em quantidade mínima, salas e filmes legendados, para assegurar o acesso efetivo da totalidade das pessoas, especialmente dos deficientes auditivos.

A jovem juntou ao processo a grade exibições da Cineart e fotos dos filmes em cartaz na data em que compareceu ao cinema, comprovando que não havia nenhuma sessão em que os filmes "Shrek" e "Meu malvado favorito" estavam sendo exibidos com legenda. Ela foi à delegacia no dia do ocorrido para lavrar boletim de ocorrência policial. Na Justiça, a jovem também comprovou, por meio de atestados médicos, a deficiência auditiva. A empresa de cinema contestou o pedido de indenização alegando que a jovem não provou os danos materiais e morais sofridos.

O juiz Fabrício Simão da Cunha Araújo citou diversas normas federais, estaduais e municipais, em especial a Constituição e a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência para argumentar que "o portador de deficiência auditiva tem direito de acesso à cultura e ao lazer, devendo tal acesso ser interpretado, no que tange à cultura cinematográfica, não só como acesso físico às salas de exibição, mas também como direito de compreensão linguística das interações culturais que ali se realizarem". Ele ainda ressaltou que a inexistência de regulamentação específica quanto ao percentual mínimo de filmes legendados a serem exibidos não impede a proteção do direito.

O magistrado comentou o fato de os filmes de desenhos animados serem exibidos exclusivamente no formato dublado. "Ainda que houvesse outros filmes legendados sendo exibidos, é necessário que, ao menos, um filme por gênero seja exibido no formato legendado. Caso contrário, seria o mesmo que excluir das crianças deficientes auditivas o acesso ao cinema, já que em regra só se interessam e só podem assistir aos filmes animados". Para o magistrado, não é irrelevante o sentimento de discriminação e descaso sofrido pela jovem. "Bastava ter um pouco mais de atenção, respeito e solidariedade ao consumidor", concluiu.

O juiz determinou que a Cineart pague R$ 10 mil como dano moral à jovem e outros R$ 10 mil como parcela pedagógica. Este último valor será destinado à Creche Agostinho Cândido de Souza. A decisão, por ser de 1ª Instância, cabe recurso.

Fonte: O Dia

Em novembro Fórum Internacional de Moda e Desfile do 4º Concurso de Moda Inclusiva.



Em novembro
No próximo dia 13 de novembro, terça-feira, acontecerá no Museu Brasileiro de Escultura, o 1º Fórum Internacional de Moda Inclusiva e Sustentabilidade, realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos das Pessoas com Deficiência de São Paulo. Na mesma data será apresentado o desfile dos finalistas do 4º Concurso de Moda Inclusiva.

O 1º Fórum discutirá os temas moda e sustentabilidade do ponto de vista inclusivo e conta com a presença de palestrantes renomados como o sociólogo e jornalista Francesco Morace e a terapeuta ocupacional Thais Tavares Terranova.

Durante o desfile, será possível conhecer os 20 looks selecionados de todo o Brasil, criados por estudantes e profissionais de moda para pessoas com deficiência no desfile do 4º Concurso de Moda Inclusiva.

As inscrições para o 1º Fórum de Moda Inclusiva e Sustentabilidade estão abertas até 9 de novembro e podem ser feitas pelo site: http://modainclusiva.sedpcd.sp.gov.br /forum .

Para confirmar presença no desfile do 4º Concurso de Moda Inclusiva, mande email para: minclusiva@sp.gov.br.

SERVIÇO
1º Fórum Internacional de Moda e Sustentabilidade e Desfile do 4º Concurso de Moda Inclusiva
Data: 13 de novembro
Horário: Fórum - das 14h às 18h / Desfile - 19h
Local: MuBE - Museu Brasileira de Escultura
Endereço: Av. Europa, 218 - São Paulo