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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Soldado sem pernas completa corrida de 7 km com obstáculos

Foto: Reprodução / Metro
James Simpson já disse que pretende deixar o exército e estudar. Ele também criou um site, chamado Just Giving, que já arrecadou cerca de R$ 9 mil em doações à SSAFA – organização de caridade criada em 1885 para dar apoio a homens e mulheres das Forças Armadas britânicas e suas famílias.
Foto: Reprodução / Metro
Simpson perdeu as duas pernas e parte de uma mão em uma explosão quando servia no Afeganistão. Neste final de semana, ele se tornou o primeiro britânico duplamente amputado a completar uma tradicional corrida de obstáculos.
Foto: Reprodução / Metro
A corrida espartana, disputada no interior da Inglaterra, consiste em 7 quilômetros com 25 obstáculos, que vão de cercas de arame farpado até troncos em chamas.
Foto: Reprodução / Metro
Simpson treinou durante meses para enfrentar o percurso, que também incluía passagens por áreas alegadas e escalada de paredões de 9 metros de altura.
Foto: Reprodução / Metro
O militar foi aplaudido de pé após cruzar a linha de chegada, 4 horas depois do início da prova. Segundo ele, estava tão focado na corrida que nem percebeu a vibração da torcida. “Foi incrível. Eu sabia que seria difícil, e não tinha ilusões. Eu tive que me esforçar, tive mesmo. Estou muito feliz”, disse o soldado.
Foto: Reprodução / Metro
James Simpson já disse que pretende deixar o exército e estudar. Ele também criou um site, chamado Just Giving, que já arrecadou cerca de R$ 9 mil em doações à SSAFA – organização de caridade criada em 1885 para dar apoio a homens e mulheres das Forças Armadas britânicas e suas famílias.
Fonte: R7

Projeto traz bicicleta adaptada para deficientes visuais a Aracaju



Bicicleta ODKV foi desenvolvida pela ONG Embrião no Rio Grande do Sul. Iniciativa foi lançada pelo vereador Lucas Aribé na manhã da última terça (10).
Projeto ODKV foi lançado pelo vereador Lucas Aribé que é deficiente visual (Foto: Divulgação)
Projeto ODKV foi lançado pelo vereador Lucas Aribé que é deficiente visual (Foto: Divulgação)
Andar de bicicleta pode ser uma ação comum para a grande maioria das pessoas, entretanto, nem todos podem aproveitar as mesmas sensações, a exemplo das pessoas com deficiência visual. Pensando nisso, a Organização Não-Governamental Embrião, da cidade de Alvorada, no Rio Grande do Sul, desenvolveu a bicicleta ODKV (O de cá vê). Trata-se de duas bicicletas adaptadas para uso em conjunto. O projeto foi trazido para Aracaju (SE) pelo vereador Lucas Aribé (PSB), que é deficiente visual, e fez o lançamento na manhã da últim terça-feira (10).
“Nosso contato com a ONG Embrião foi proveitoso e por isso tivemos a ideia de trazer o trabalho deles para Aracaju”, afirmou.
O vereador saiu do seu gabinete, localizado na Rua Itabaiana, nº 390, e partiu para a Câmara Municipal de Aracaju, no Centro da capital, ao lado do professor de Educação Física que desenvolve trabalhos específicos com pessoas com deficiência, Charles Grazienio. “Apesar de ser um caminho curto, fiquei muito feliz com o resultado do trabalho e com a sensação de poder usar a bicicleta como tanta gente faz”, disse Aribé.
Responsável pela pesquisa inicial, o professor Charles Grazienio também ficou muito satisfeito com o resultado. “É uma emoção muito grande ver todo o nosso trabalho pronto com a bicicleta. Pesquisei durante um ano e meio, apresentei a Lucas Aribé e através dele pude conhecer esse trabalho da ONG Embrião. Vê-la nas ruas só pode significar felicidade. É mais uma oportunidade para as pessoas com deficiência”, ressaltou. Foram quase três meses de produção da primeira bicicleta ODKV do Norte-Nordeste.
O intuito do projeto da bicicleta ODKV é ser propagado pela sociedade.”Vamos procurar parcerias para a fabricação de outras bicicletas como essa. Ao lado do professor Charles Grazienio, pude voltar à infância, quando ainda tinha um pouco da minha visão, e andar de bicicleta”, destacou o vereador.
Fonte: G1

CCJ aumenta pena para crime contra criança e adolescente deficiente



A proposta, que havia sido aprovada também pela Comissão de Seguridade Social e Família, segue para análise do Plenário.
da Redação
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta terça-feira (10) proposta que aumenta as penas para os crimes ou infrações administrativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei 8.069/90) quando os atos forem cometidos contra crianças ou adolescentes com deficiência. Para os crimes, as penas serão aumentadas em 1/3 até a metade. Para as infrações administrativas, a punição poderá ser dobrada em relação àquelas já previstas para os casos em que as vítimas são jovens sem deficiência.
A medida foi aprovada conforme recomendação do relator na CCJ, deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), que apresentou um substitutivo para elevar as penas previstas no projeto original (PL 660/11, da deputada Nilda Godim (PMDB-PB)). O texto original aumentava em 1/3 as penas previstas para os crimes e em 1/4 as previstas para as infrações administrativas. “O projeto pode ser mais benéfico à proteção dos jovens se contemplar com maior rigor esses crimes, tendo em vista a peculiaridade do caso”, justificou o relator, ao aumentar as penas previstas na proposta.
Os crimes e as infrações contra crianças e adolescentes são listados no ECA, que também estabelece penas. Entre os crimes, estão: entregar filho a terceiro mediante recompensa (pena de reclusão de um a quatro anos e multa) e filmar cena de sexo envolvendo criança ou adolescente (pena de reclusão de quatro a oito anos e multa).
Entre as infrações administrativas, estão: deixar de comunicar às autoridades competentes suspeita de maus-tratos contra criança ou adolescente, hospedar jovem desacompanhado dos pais ou sem autorização escrita desses ou da autoridade judiciária. Em ambos os casos as penas são de multa.
Tramitação
A proposta, que havia sido aprovada também pela Comissão de Seguridade Social e Família, segue para análise do Plenário.
Fonte: Agência Câmara
Referência: COAD

“Cadeira de rodas não é motivo para perder a sensualidade”, diz professora amapaense



GISELE COM O NAMORADO (FOTO: ARQUIVO PESSOAL)
GISELE COM O NAMORADO (FOTO: ARQUIVO PESSOAL)
Gisele Moraes, que ficou paraplégica em 2007 após levar tiros de um ex-namorado, faz parte da ONG “Entre Rodas e Batom”, que orienta mulheres cadeirantes na retomada da autoestima. Para elas, não há limites entre a deficiência, o sexo e a sensualidade
A vida de Gisele Moraes mudou drasticamente em 2007 quando seu ex-namorado, inconformado com o fim do relacionamento, invadiu sua casa e deu dois tiros à queima-roupa. A professora do Amapá ficou paraplégica e, seu primeiro pensamento foi ‘Meu Deus, o que eu vou fazer agora?’. Passado o choque e com uma nova realidade em mãos, ela decidiu seguir em frente, se adaptando aos limites. “Foi isso que eu fiz: dei meu jeito”.
Hoje, aos 34 anos, Gisele quer mostrar que a paralisia não tirou, de forma alguma, sua feminilidade e que, qualquer mulher na mesma situação, pode e deve redescobrir o sexo e sua sensualidade. Ela é uma das integrantes da ONG “Entre Rodas e Batom” que, desde 2009, tem o objetivo de sensibilizar as pessoas da situação real dos cadeirantes e desfazer os mitos de que há limites para as mulheres que vivem nestas circunstâncias.
Um dos principais pontos trabalhados na ONG é a autoestima. “Queremos mostrar que, mesmo cadeirantes, as mulheres devem manter a autoconfiança, a beleza e a feminilidade”, explica Eliane Lemos, fundadora da “Entre Rodas e Batom”. Um exemplo da mensagem que a ONG quer transmitir é o vídeo “Batom”, que mostra a diferença de visão entre uma adolescente cadeirante e uma não. Em entrevista à Marie Claire, Gisele conta como redescobriu sua vida e seus limites após a paralisia.
"CABE A CADA MULHER NÃO DEIXAR QUE A SENSUALIDADE SE TORNE UM TABU OU ALGO VERGONHOSO" (FOTO: ARQUIVO PESSOAL)
“CABE A CADA MULHER NÃO DEIXAR QUE A SENSUALIDADE SE TORNE UM TABU OU ALGO VERGONHOSO” (FOTO: ARQUIVO PESSOAL)
Marie Claire: Como aconteceu o acidente?
Gisele Soares: Tive um relacionamento que não deu certo. Quando tentei me afastar, ele começou a me perseguir. Num dia de carnaval, ele estava embriagado, entrou em minha casa e, com uma arma 765, disparou dois tiros à queima-roupa. Caí no chão, ele deu outro tiro. Tive muitas complicações de saúde: duas paradas cardíacas, derrame no pericárdio, derrame pleural, meus rins pararam. Para piorar, peguei uma pneumonia enquanto estava na UTI. O processo de recuperação foi muito lento. Fiquei internada de fevereiro a maio de 2007. O restante do ano fiquei em casa. Foi um ano em que minha saúde ficou abalada e fiquei dependente fisicamente. Lembro que, depois de alguns meses em casa, consegui fazer xixi e aquele momento me emocionou muito, por ter conseguido fazer sem a sonda.
MC: Em algum momento você achou que não fosse resistir?
Gisele: Em vários momentos. Quando meus rins pararam, os médicos queriam fazer um transplante. Graças a Deus, minha família não deixou e, um mês e meio depois, eles voltaram a funcionar. Passei por cirurgias delicadas, uma perto do coração. Foram dias na UTI. No hospital diziam que eu não tinha chance de resistir. Mas eu nunca desisti, nem tive tantas crises emocionais. Isso se deve ao fato do meu pai também ter ficado tetraplégico após um problema medular, então sempre convivi com isso. Quando aconteceu comigo, tratei tudo com outro olhar.
MC: E o choque ao descobrir que não poderia mais andar?
Gisele: Foi uma mistura de sensações. Primeiro porque a pessoa que fez isso comigo se matou com um tiro na cabeça em seguida, enquanto eu agonizava no chão. Quando cheguei ao hospital, estava paralisada, não conseguia me mexer da cintura para cima. Fui percebendo aos poucos, mas acompanhei tudo que os médicos falavam sobre isso. Somente depois é que os psicólogos vieram falar comigo sobre o assunto. De imediato, minha reação foi muito difícil porque eu era muito ativa, independente, gostava de dançar, praticar esportes, pedalar, malhar e correr com meus alunos. Quando me dei conta de que não poderia fazer mais nada disso, pensei: ‘Meu Deus, o que vou fazer agora?’. Sempre digo que eu tinha duas saídas: fazer a vontade da minha mãe e ir para a casa dela, abandonar minha rotina e trabalho anterior. Ou dar um jeito e continuar minha vida, me adaptando aos limites. Foi isso que eu fiz: dei meu jeito.
MC: Atualmente, como é sua rotina?
Gisele: Dirijo meu carro adaptado, o ambiente profissional tem várias adaptações para cadeirantes, sou coordenadora pedagógica da escola na qual dou aulas. Em casa, lavo minhas roupas, me visto sozinha (colocando a roupa em cima da cama e me transferindo para ela e para a cadeira de volta), faço compras de supermercado e também vou ao banco pagar as contas da casa. Faço faxina, cozinho, lavo o carro. À noite, vou para meu curso de Licenciatura em História também sozinha. Quando quero sair com meus amigos, saio. Após esses anos, tudo isso ficou muito normal, não me prendo aos limites.
MC: Como lidou com a vaidade durante esse processo?
Gisele: Não a perdi em momento algum. Até me colocaram em concursos de beleza na faculdade! Era engraçado porque eu era a única cadeirante, tinha que fazer as coreografias, impressionar os jurados. Vou para a praia e piscina normalmente. Essa parte de cuidar de mim, de me maquiar, me produzir, eu nunca perdi.
MC: Como foi o processo de recuperação da feminilidade?
Gisele: Como sempre fui muito vaidosa, quando minha ficha de que estava na cadeira de rodas caiu, foi bem complicado. Sempre tive muito cuidado com estética e fitness. Após ficar cadeirante, acho que o momento mais chocante foi ir à fisioterapia. Quando tentei levantar uma barra de exercícios, não consegui. Foi aí que, depois de tanto prender o choro, minhas lágrimas caíram. Eu me convenci de que não tinha mais jeito, não era um conto de fadas no qual iria voltar ao que era antes. Precisei me adaptar ao meu corpo para continuar. Até porque, a pessoa que fez isso comigo queria parar a minha vida. E eu decidi não parar.
"A PESSOA QUE ATIROU EM MIM QUIS PARAR MINHA VIDA. EU DECIDI NÃO PARAR" (FOTO: ARQUIVO PESSOAL)
“A PESSOA QUE ATIROU EM MIM QUIS PARAR MINHA VIDA. EU DECIDI NÃO PARAR” (FOTO: ARQUIVO PESSOAL)
MC: Você se considera uma mulher sexy?
Gisele: Sim, bastante (risos). Ser cadeirante não é uma desculpa para perder a sensualidade. O que aconteceu me ajudou até a rever conceitos. Depois do acidente, tive vários namorados – nenhum deles tinha qualquer deficiência. Meu atual namorado é nadador paraolímpico e sempre trocamos ideias sobre isso de elasticidade e alongamento.
MC: Os homens sentem receio ou ficam intimidados de se aproximar de uma mulher cadeirante?
Gisele: Acho que depende muito da imagem que a mulher passa. Quando você mostra que é independente, que não vai ser um peso para eles, acho que se sentem mais relaxados. Se os homens vêem as cadeirantes muito dependentes, se afastam, achando que vão servir de cuidadores e não de namorados. Claro que há homens que têm prazer em cuidar das suas mulheres, são mais companheiros. Mas ainda há um receio, principalmente porque as pessoas não lembram que todos têm problemas. A diferença do cadeirante é apenas a limitação da cadeira de rodas.
MC: Em algum momento você se achou menos mulher por estar sem andar?
Gisele: No início foi difícil porque não tinha ninguém para me orientar. Tive que pesquisar muito. Aos poucos, recomecei. Hoje é tudo mais fácil, principalmente na parte sexual. Sei o que posso fazer, até que ponto posso ir. Quando a cabeça está mais aberta para isso, fica mais fácil.
MC: O sexo e a libido se transformaram em tabus?
Gisele: Cabe a cada mulher não deixar que se torne um tabu. Aconselho todas a irem aos seus médicos, perguntarem o que podem ou não fazer. Por exemplo, como temos mais sensibilidade, há um risco de fazer xixi na hora “H”. Com a orientação certa, dá para driblar isso e saber que horas fazer para ficar sossegada na hora do prazer. O parceiro é de suma importância, como em qualquer relação, pois o ato sexual prazeroso de verdade é feito a dois. Não tem que encarar o sexo como tabu ou algo vergonhoso. Tem que conhecer seu corpo, saber em que partes têm mais prazer, e explorar mesmo. Seu corpo não é mais o mesmo, mas tem certas partes que oferecem prazer que você antes não descobriria.
Fonte: Revista Marie Claire

Conheça a história de Camille Rodrigues, nadadora paralímpica que ama salto alto!



Camille RodriguesCaro leitor,
A matéria abaixo foi extraída do blog Tudo bem ser diferente
Por Mariana Silva
“Se não há adaptação, a gente se adapta”. Com esse pensamento Camille Rodrigues, 21, nadadora fluminense que este ano teve o sexto melhor tempo na prova  de 100 metros costas durante o Mundial de Natação do Canadá, encara os desafios que da vida. Mas, além de um talento especial para as piscinas, Camille também demonstra gostar de outro assunto: moda. E foi sobre isso e outras coisa que conversamos.
Quando nasceu, a nadadora teve a perna direita amputada por má formação congênita e, aos quatro anos, os médicos recomendaram a natação para que a bacia não fosse atrofiada, evitando prejuízos ao desenvolvimento da menina. “O esporte paraolímpico só veio em 2007, quando comecei a competir profissionalmente”, lembra.
Camille não abre mão da vaidade e dos cuidados com cabelo e pele, mesmo passando muito tempo debaixo d’ água, “na pele uso muito hidratante e bastante protetor solar. O cabelo dá mais trabalho para cuidar, por isso tive que cortar na altura do ombro para manter a beleza dos fios, se não fica quase impossível”, brinca.
Outra paixão? Salto alto! Usando uma prótese adaptada a desportista consegue se equilibrar em saltos de, até, dez centímetros, “basta colocar uma chave para ajustar o tamanho que preciso, aí consigo usar sapatos e sandálias de salto alto sem ficar bamba. Adoro porque fico confortável e elegante”.
Camille Rodrigues
Camille Rodrigues
Camille Rodrigues

Estatuto amplia cotas e casamento de deficientes



Por Jairo Marques (Folha de S. Paulo)
Um estatuto voltado a mais um grupo social, desta vez para as pessoas com deficiência, está em fase final de elaboração no Congresso e deve provocar polêmica em vários setores caso todos os pontos previstos sejam mantidos.
O documento prevê alterações tanto no Código Civil, dando direito a deficientes intelectuais a se casarem sem ter autorização dos pais ou da Justiça, quanto na Lei de Cotas, com a inclusão de pequenas e médias empresas na obrigação de empregar pelo menos um deficiente.
Todas as medidas previstas ainda podem ser alteradas, segundo a relatora do documento, a deputadafederal Mara Gabrilli (PSDB-SP), mas a ideia é que os trabalhos se encerrem em outubro.
Folha de S. Paulo
O estatuto terá implicações legais também nas áreas de saúde, educação, comércio e direitos humanos.
O documento determina, por exemplo, que escolas particulares não podem cobrar valores complementares para atender alunos com deficiência e tipifica o crime de preconceito e discriminação contra o grupo.
“O estatuto vai viabilizar uma série de direitos descritos na Convenção Internacional da Pessoa com Deficiência, da qual o Brasil é signatário, mas que ainda não são aplicados”, afirma Gabrilli.
Juristas, congressistas e entidades civis participaram da elaboração do estatuto, que tem 134 artigos.
No capítulo relativo ao direito à cultura, esporte, turismo e lazer, o texto determina que as vagas reservadas a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, inclusive aos obesos, em salas de espetáculos, cinemas, ginásios, teatros, auditórios e outros não poderão ficar em apenas um setor específico.
O estatuto define a quantidade de vagas de acordo com o tamanho do estabelecimento e manda que os locais estejam espalhados por setores e não mais em nichos.
TRABALHO
Ponto que deve causar controvérsias no estatuto é o que altera a Lei de Cotas, que reserva vagas no mercado de trabalho para o grupo.
O documento passa a obrigar negócios de 50 a 100 funcionários a ter em seus quadros pelo menos uma pessoa com deficiência.
Atualmente, apenas empresas que tenham mais de 200 funcionários precisam cumprir a legislação, em percentuais de 2% a 5% dos postos de trabalho, dependendo do total de vagas.
Ercílio Santinoni, presidente da Conampe (Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas), avalia que “não haverá problemas”.
“As micro e pequenas empresas já têm uma preocupação grande com responsabilidade social. Não haverá resistência. O problema poderá ser a falta de mão de obra para assumir as vagas. É preciso criar mecanismos de justificativa para evitar multas àqueles negócios que não conseguirem cumprir a lei.”
Uma pesquisa com 121 empresas analisadas pela consultora Talento Incluir indica que 87% delas não estão cumprindo a lei.
As alegações para tal foram a baixa qualificação dos profissionais, a dificuldade de encontrá-los, a falta de acessibilidade na empresa e o despreparo de gestores.
Arthur e Ilka se casaram no final do ano passado; casal precisou enfrentar um longo período na Justiça para oficializar a união
Arthur e Ilka se casaram no final do ano passado; casal precisou enfrentar um longo período na Justiça para oficializar a união
Fonte: Folha de S. Paulo

Casal com síndrome de down demora 1 ano para vencer restrições legais para casar



Arthur e Ilka se casaram no final do ano passado, mas, para isso, tiveram de passar por um longo período tentando convencer a Justiça de que poderiam viver como casal.
Arthur e Ilka se casaram no final do ano passado, mas, para isso, tiveram de passar por um longo período tentando convencer a Justiça de que poderiam viver como casal.
Do namoro ao casamento de Arthur Dini Grassi Netto, 27, com Ilka Farrath Fornaziero, 35, passaram-se três anos. Um ano todo foi para que vencessem impedimentos legais.
Como ambos têm síndrome de Down, o Código Civil os restringe, por conta própria, de assinar o documento de casamento. Logo, tiveram de fazer, com apoio das famílias, uma maratona de consultas jurídicas e enfrentar negativas de cartórios.
Agora, o Estatuto da Pessoa com Deficiência explicita que deficientes intelectuais ou mentais vão passar a ter o direito ao casamento, sem restrições, inclusive aqueles interditados, sob curatela.
Uma vez que houver manifestação do casal, em idade legal, pelo desejo de viverem juntos, não será mais preciso ordem da Justiça ou autorização dos responsáveis para o ato.
O documento prevê ainda o direito a votar e ser votado, à saúde sexual e à reprodutiva. Apenas restrições sobre patrimônio foram mantidas.
A advogada Ana Cláudia Correa, da ONG Movimento Down, avalia que “se um juiz colocar no rol de limitações da pessoa interditada a impossibilidade de tomar uma decisão para se casar, não vai haver estatuto que garanta isso”.
Fonte: Folha de S. Paulo